domingo, 7 de agosto de 2011

ASSIM SÃO ESSES "EXTRANHOS" "AUTORITÁRIOS"!

E falava-se horrores do Andreazza!
Que estaria riquíssimo, que teria ganho de presente das empreiteiras, um edifício na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, que não tinha mais onde guardar dinheiro.

Não sei se Amália Lucy Geisel ainda estará viva. Pouco mais velha do que nós, tinha alguns problemas de saúde.

Pois bem:
ela era Professora do Colégio Pedro II e, mesmo quando o pai era Presidente, ia de casa ao trabalho de ônibus. Cansei de encontrá-la neles, ela e eu a caminho do centro do Rio.

Meu pai chamava isso de "os três dês do milico":
decência, decoro, discrição.

A Morte de Dona Dulce Figueiredo.

Primeiro, morreu o Cel. Mário Andreazza.
Quando Ministro dos Transportes, foi responsável pela construção da ponte Rio-Niteroi, obra que teve empréstimo inglês de 2 bilhões de dólares (Sim! Dois bilhões! De dólares!).

Por ocasião de sua morte, seus 37 colegas de turma tiveram de fazer uma vaquinha para que o corpo pudesse ser transladado para o Rio Grande do Sul. Portanto, depois de gerenciar tanta verba pública, bem administrada, diga-se de passagem, morreu pobre.

Já em 2003, foi a vez de Dona Lucy Beckmann Geisel. Seus últimos anos de vida, viveu de forma pobre e discreta. Morreu em acidente de carro na lagoa Rodrigo de Freitas.

Ano passado, foi a vez de dona Dulce Figueiredo, que ficou viúva em 1999, do último Presidente militar. Em 2001, devido a problemas financeiros, teve que organizar um leilão para vender objetos pessoais do marido. Foi a forma que encontrou para sobreviver dignamente.

Faça suas comparações com os políticos de hoje e compare o estilo de vida do último Presidente brasileiro, de sua mulher, que frequenta o mais caro cabeleireiro do Brasil, as mais caras butiques, os mais caros cirurgiões plásticos, gastou os mais altos valores do cartão de crédito, que não precisava prestar contas.

Nunca fez um trabalho social pelo Brasil.
Só o que fez foi viajar com o marido por todos os lugares do mundo, às expensas do suor dos brasileiros trabalhadores.
Seus filhos enriqueceram da noite para o dia.
Isto é que são políticos "populares".
Tire suas conclusões. "

O texto, incontestavelmente, diz verdades.

O problema é que ele leva a uma reflexão golpista, a de que a democracia é incompatível com a honestidade. Quer levar a crer que a ditadura militar produziu morte e destruição, mas desenvolveu o Brasil e ninguém lucrou pessoalmente com isto, mostrando que as viúvas dos generais da ditadura morreram ou vivem pobremente.

Sim, isto é verdade, mas à sombra da ditadura militar PROSPERARAM os civis ADESISTAS que ganharam fortunas com o regime autoritário. Se você mora no Nordeste, basta olhar pela janela e verá emissoras de TV e rádio, empreiteiras e todo tipo de empresas construídas por civis que eram capachos dos ditadores militares.

Os generais e suas famílias podem ter ficado numa situação difícil, mas o pessoal da entourage NÃO!

O mesmo acontece agora com o PT.
Sem dúvida nenhuma, os petistas chegaram ao poder com um discurso e até mesmo uma prática que visava a melhoria das condições do povo brasileiro, sempre em nome das classes trabalhadoras.

Contudo, ao chegar ao poder, querem permanecer nele a qualquer custo e abandonaram o discurso e a prática em nome da convivência com uma BASE ALIADA formada por partidos absolutamente descomprometidos com qualquer coisa honesta, como é o caso do PR no Ministério do Transportes e também o próprio PT, cheio de gente envolvida nas mais incríveis mutretas.

Os líderes históricos do petismo recusam-se a fazer autocrítica e acham que democracia é isso mesmo. TEM QUE CONVIVER COM LADRÕES PARA FAZER AVANÇAR O PROJETO.
Isto é puro Lenin, mas traz em suas entranhas os germes de sua destruição.

As pessoas começam a COMPARAR a vida simples dos militares que nos martirizaram, mas trabalharam pelo Brasil, com a vida de políticos (e seus pimpolhos) cuja única tarefa no poder é enriquecer, mantendo o
Brasil como:


1) exportador de matérias-primas EXCLUSIVAMENTE, o que nos reduz ao nível de uma Bolívia;


2) desindustrializado, pois mandamos a matéria-prima e recebemos produtos acabados caríssimos feitos com nossas matérias-primas exportadas a preços ridículos;


3) atrasado tecnologicamente, pois nossa educação é voltada para atividades primárias, não havendo pesquisa científica digna deste nome em nenhum campo;


4) um lugar de trabalhadores mal-pagos que compram serviços e mercadorias a preços caríssimos.

Ao deixar a corrupção desenfreada e PARTICIPAR dela, o governo atual permite que se COMPARE cada vez mais o sistema atual com o anterior.

E, é claro, sempre há uma penca de gente que está mamando que não quer despertar para os riscos.
Mas eles já estão aí.

Por A. Fleming

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