sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Povo servil e capacho

Essência Pampeana

Letra e música de: Nilo Bairros de Brun

Da cacimba da guitarra brotam canções Haraganas.
Que se transformam em rios de pura essência pampeana.
São águas que fertilizam os campos imaginários.
De quem lavra na consciência com acordes libertários.

As cordas vibram mais forte nas mãos de quem diz verdade.
Não importa onde e quando cantado com liberdade.
As primas são passarinhos os bordões, potros alados.
Cruzando céus da querência a levar novos recados.

Nem tudo que é antigo é velho, nem todo novo é progresso.
Copiar o costume alheio quase sempre é retrocesso.
É preciso ir adiante, a tropezito no más.
Sem rolar n'algum lançante, nem deixar ninguém pra trás.

Há um lado de montar, outro pra lançar o laço.
Há um tempo pra dar boca e outro pro tironaço.
Chega de arreio e cabresto, da direita e da canhota.
Povo sem identidade, vive debaixo da bota.

A garganta que liberta o grito do campechano.
Faz tremer as estruturas erguidas pelos tiranos.
Por isso meu canto é forte, eu canto para o futuro.
Com raízes no passado e jeito de pêlo duro.

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