domingo, 4 de março de 2012

Como não informar direito

Restrição ao crédito faz diminuir venda de carros usados no Brasil

O mercado de carros usados no Brasil anda em baixa no Brasil. Uma das explicações é a restrição de crédito. E, quando o consumidor vai às concessionárias, quer sair mesmo é com o carro novo.
Em 2000, 9% da frota brasileira tinham mais de 20 anos. Hoje, este índice caiu pela metade. Agora, os carros novos são os mais procurados. A venda dos carros novos cresceu 10% no início de ano no Brasil.
Em muitas lojas do interior de São Paulo, não houve nem crescimento. Os vendedores passam a maior parte do dia de braços cruzados.
Em 17 anos, o dono de loja, Gilberto de Andrade, diz que nunca vendeu tão pouco. Ele já teve, inclusive, que dispensar funcionários. “Está tudo parado e se não melhorar vou ter que mandar mais gente embora”.
Numa outra loja, tem carros encalhados no estacionamento há quatro meses. A situação piorou depois que o governo restringiu o crédito. Alguns bancos, inclusive, não aceitam mais financiar carros com mais de dez anos de uso.
“A instituição financeira, que cede o dinheiro para a compra do veículo, ela está mais criteriosa na avaliação de quem vai receber o dinheiro e antigamente financiava-se 100% do veículo por isso houve queda nas vendas”, explica o dono de loja, Ricardo Veraldi.
“Numa eventual inadimplência da prestação desse bem ele não vale nada no mercado”, diz economista Walter Vieira.
Se a tendência seguir neste ritmo, especialistas acreditam que em breve os modelos com mais de dez anos de uso serão descartados, vão virar sucata, como já ocorre, por exemplo, em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos e no Japão.


O que eles não dizem e não informam corretamente como deveria ser o papel da Mara Luquet já que ela está ali para orientar, é que ao comprar um carro zero a vista o comprador está perdendo de 3 a 5 mil reais conforme o modelo do veiculo ao emitir a nota fiscal.

Suponha que o veiculo custe r$ 30 mil, ao sair da loja ela já vale uns 25 mil, pois um zero vai custar os 30 e quem vai querer um carro já usado?

Claro, tem as diferenças de valor como Frete e emplacamento imbutido, mas a visão estreita do consumidor não vë isso.

E se o comprador fizer a tolice de financiar, vai perder uns 60% do valor avista do veiculo ao revende-lo independente de quando fizer isso.

Suponha que o veiculo custe r$ 31.000,00, o tolo irá preferir pagar em 48 meses, uma simulação: ele paga a entrada em 3 parcelas de 2 mil reais + 48 x 760 reais. Ou seja o veiculo não custa mais 31 mil, agora ele custa 42 mil. São r$ 42.480,00 - 31.000,00 ou seja r$ 11.480,00 só de juros, vai ter que ficar com o carro por 4 anos, depois de quitar o financiamento se quiser vender o veiculo que ele pagou 31 mil quem sabe venda por 18 mil (31 - 18) r$ 13.000,00 + r$ 11.480,00 = r$ 24.480,00 de prejuizo em 4 anos.

O consumidor ávido por fazer parte a elite que possui carro não enxerga isso, ele olha pro contra cheque e vë que com esforço ele pode pagar as prestações, esquece que carro precisa de manuntenção, pagar IPVA + DPVAT, seguro, etc.

Se o consumidor não tiver pelo menos 30% ou 50% pra dar de entrada o que equivaleria a comprar um usado em bom estado, nem deveria partir pra carro zero financiado é claro!
Com esse valor ele pode comprar um usado e na hora da revenda o prejuizo será bem menor, um usado que custe uns r$ 15.000,00 pode ser revendido (dependendo do estado) pelo mesmo valor da compra pou com uma diferença menor, uns 10%, quem sabe, isso depende do estado de conservação e da região do pais.

Outro detalhe, uma pessoa que se sujeita a comprar um veiculo em 72 meses ou 48 meses que seja, provavelmente vai contar com a sorte e não fazer seguro, e se por ventura ele tem o carro roubado ou sofre um acidente, como fará para resolver esse problema, poderá ficar sem o bem e um empréstimo para terminar!

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